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Por motivos práticos e teológicos, a preservação do cadáver é preocupação presente em quase todas as
civilizações.
Embalsamar é a arte de preservar um corpo por um longo período para velórios com mais de 24 horas de
duração. Embalsamamento é o nome dado ao tratamento de um corpo morto para esterilizá-lo ou protegê-
lo da decomposição. Sua técnica, originada dos egípcios, utiliza a retirada de órgãos e a inserção de fluídos
embalsamadores. É obrigatório para viagens aéreas nacionais e internacionais.
Etimologicamente Tanato, do grego "Thánatos", significa morte, na mitologia grega representa o Deus da
Morte e praxe, do grego "práxis", representa o que se pratica habitualmente, a "ação", a rotina. O conjunto,
tanatopraxia, no que diz respeito a origem da palavra, significa "o que se faz habitualmente diante da
morte", isto é, quais as providências que se deve tomar frente ao fato ocorrido.Há muitos anos já se pratica
a tanatopraxia em outros países, que nada mais é do que a denominação empregada para a técnica de
preparação de corpos humanos, vitimados das mais variadas formas de óbito. Corresponde a aplicação de
produtos químicos em corpos falecidos, visando a sua desinfecção e o retardamento do processo biológico
de decomposição, permitindo a apresentação dos mesmos em melhores condições para o velóro. Diferente
do embalsamamento, essa técnica não utiliza formol ou realiza a retirada de qualquer órgão.
Seu princípio está na aplicação de um líquido conservante e desinfetante, que devolve a aparência natural
do corpo, evitando extravasamento de liquidos, inchaço e garantindo um aspecto semelhante ao que
apresentava em vida. Tem por objetivo, ainda, evitar a propagação de moléstias contagiosas e doenças para
a comunidade, visto que com essa preparação o corpo recebe um tratamento especial com substâncias
germicidas.
As diferenças fundamentais existentes entre Embalsamamento e Tanatopraxia são de: (1) ausência de
evisceração (as vísceras são mantidas nas próprias cavidades), (2) metodologia (utilização de
equipamentos modernos apropriados para injeção e aspiração) e (3) diferentes produtos químicos
(testados cientificamente) empregados neste último processo.
Através da tanatopraxia, é possível realizar a restauração facial e do corpo em caso de acidente; permitir
que a família possa permanecer mais tempo no velório; ou mesmo para que o corpo possa ser transportado
a grandes distâncias para o enterro, bem como para cumprir com as determinações legais para o traslado.
O importante beneficio social com a aplicação desta metodologia pode ser observado entre os tempos onde
não se praticava a tanatopraxia e os dias de hoje. Na grande maioria das vezes, pode-se atender às
necessidades dos familiares, como a preservação por um tempo mais prolongado de velório, em condições
ambientais normais, sem a necessidade de um sistema de refrigeração.
O tempo mínimo para a preparação de um corpo com "causas mortes" natural varia de 60 a 90 minutos,
dependendo de fatores intrínsecos e extrínsecos que acometeram o corpo, ou seja: aonde, como e quando aconteceu o óbito. Estas e outras variáveis existentes determinam o tempo de preparação, que pode se
estender a aproximadamente 4 (quatro) horas para o completo processo de preservação corporal.
Amplamente difundida em todo Brasil, um exemplo recente da tanatopraxia foi realizada no corpo do Papa
João Paulo II, permitindo que as homenagens ao pontífice pudessem ser realizadas por um longo período,
conforme programado para essas ocasiões.
A Tanatopraxia, realizada em ambiente equipado apropriadamente (TANATÓRIO), é desenvolvida por
técnicos habilitados e especialmente treinados (TANATOPRAXISTA). Para estar apto a desenvolver essa
função, o profissional necessita de um curso técnico avançado, com aulas teóricas e práticas.
Níveis de Tanatopraxia"
· Nível 1: recomendada para corpos que serão velados por até 12 horas;
· Nível 2: recomendada para corpos que serão velados por até 24 horas e traslados intermunicipais;
· Nível 3: recomendada para corpos necropsia (ITEP ou SVO) e para traslados interestaduais.
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